Varejo deve vender o mesmo que em 2018 no mês do Dia dos Pais, aponta Fecomércio-BA

O setor de perfumes, farmácia e cosméticos deve ser o único a crescer no mês, em torno de 7%

 

A expectativa da Fecomércio-BA é de que as vendas para o mês de agosto, na Bahia, nos setores mais ligados ao Dia dos Pais, permaneçam iguais às de 2018. Apesar de não refletir especificamente a data comemorativa, os dados dão condições de entender o comportamento do consumidor em agosto.

Segundo as projeções feitas pela entidade com base na Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, dos quatro setores que estão mais relacionados aos produtos que as mães e filhos tendem a comprar para os pais, o setor de Farmácias, Perfumes e Cosméticos é o único que tende a registrar crescimento nas vendas, de 7%, em relação ao mesmo período do ano passado.

As lojas de Departamento devem recuar 3% na comparação anual e a queda prevista para as lojas de Eletrodomésticos, Eletrônico e as lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados é de 1%.

Normalmente, nas listas de intenção de compra da data sempre figura em primeiro lugar o setor de vestuário em que os consumidores buscam camisas, meias, pijamas, sapatos, e tênis cujos valores são mais acessíveis,  sem a necessidade de contração de crédito.

Em segundo item de desejos vem os eletrônicos como tablets e celulares. Porém, são produtos mais caros e que em média o consumidor compromete sua renda num prazo mais longo, como em 12 parcelas no cartão ou no carnê. Em seguida vem a procura por algum artigo esportivo, perfume etc.

“O Dia dos Pais é relevante para poucos segmentos do varejo, diferentemente de Natal e Dia das Mães que envolvem a maioria das atividades do comércio. E mesmo os setores mais envolvidos devem encontrar meios de inovar para atrair os clientes”, diz o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, apontando que isto se deve ao ritmo ainda lento da atividade econômica com muitas pessoas desempregadas e também endividadas, o que limita a capacidade de consumo e de contrair crédito.

Só na cidade de Salvador, por exemplo, são 48% das famílias com algum tipo de dívida, como mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Fecomercio-BA.

“Muito embora  o número de trabalhadores com carteira assinada na Bahia tenha aumentado no primeiro semestre, um saldo positivo de quase 30 mil, no comércio varejista, em específico, o saldo é negativo em 2,8 mil, sinal do arrefecimento das vendas”, explica o especialista.

FGTS – “A injeção dos recursos do FGTS não deve gerar um efeito imediato, o que não colaborará para as vendas de agosto. Contudo, será um grande propulsor de consumo no final do ano, principalmente para a Black Friday e o Natal”, acredita Guilherme.

Portanto, a expectativa é que o comércio varejista da Bahia tenha um faturamento em agosto muito próximo do de 2018.

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